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19/01/2016 14h57

Núcleo de Zoonoses reinicia mutirões de combate à dengue

            O Núcleo de Controle de Zoonoses, do Departamento de Saúde Coletiva da Secretaria de Saúde da Prefeitura de Passos, reiniciou em 9 de janeiro os mutirões de combate a dengue no município. Os bairros escolhidos para o início dos trabalhos foram Jardim Planalto, Penha, Aroeiras, Umuarama, São Francisco e adjacências. Mais de 60 agentes estiveram envolvidos no trabalho de combate e prevenção mosquito Aedes aegypti.

            Este foi o primeiro de uma série de aproximadamente 40 mutirões que o Departamento de Saúde Coletiva tem programada para este ano, dentro do plano estratégico traçado. Durante o mutirão de sábado e no plantão da dengue no domingo, foram notificados oito residências em condições propícias para o mosquito procriar. Além desses, 12 terrenos baldios foram repassados ao Departamento de Controle Urbanístico, órgão responsável por fiscalizar, notificar e, caso necessário, multar o proprietário de imóveis em situação contrária à legislação ambiental.

            No ano passado, 302 donos de imóveis, terrenos ou casas abandonadas foram notificados através de fiscalização do departamento ou denúncia, por apresentarem risco de proliferação de focos do Aedes. Entretanto, nenhum deles recebeu multa, já que cumpriram a determinação de limpeza de suas propriedades.

Para o coordenador do Núcleo de Zoonoses, Osvaldo Rattis, “a vantagem dos mutirões é que podemos concentrar todo nosso contingente de agentes em locais mais críticos, com auxílio importante da Secretaria de Obras, que limpa e recolhe a grande quantidade de potenciais criadouros para o mosquito que são encontrados”.

Os agentes de combate estarão em mais um mutirão neste sábado (16), a partir das 8h, nos bairros: São João, Vila Romana, Nossa Senhora Aparecida, Jardim Aclimação, Jardim Itália, Jardim Canadá, Jardim Flamboyant, São Joaquim, Jardim Embratel, Recanto da Teka, Dedé Veloso, Serra das Brisas e Monsenhor.

 

Nova forma de combate      

 

 Através de nota técnica da Superintendência Regional de saúde, a Secretaria de Saúde de Minas Gerais determinou alterações nas visitas domiciliares, passando de 45 dias de intervalo para 30 dias. A mesma nota diz ainda que todos os imóveis do município sejam visitados. Outra recomendação é que os agentes visitem todos os andares dos prédios, sendo que anteriormente os profissionais entravam somente no térreo e no primeiro andar.

Para atender o aumento da demanda, foi criado um comitê, formado por Michel Silveira Reais (diretor de saúde coletiva), Clarissa Leão (coordenadora dos PSF’s), Priscila Faria (coordenadora da vigilância epidemiológica) e Oswaldo Rattis (coordenador do Núcleo de Zoonoses), que traçou novas estratégias.

O comitê ainda adotou uma estratégia, em conjunto com a Secretaria Municipal de Saúde, de remanejar uma parte dos agentes dos PSF’s para trabalhar junto com os agentes do Núcleo de Zoonoses, a partir de sexta-feira (15). Na última quinta-feira, esses profissionais foram treinados e receberam informações e orientações sobre remoção, extinção de focos, cuidados em ambientes insalubres, dentre outras medidas importantes no trabalho do dia a dia.  Com essa medida, o número de agentes subiu de 64 para mais de 100.

”o apoio dos agentes dos PSFs se faz necessário por dois fatores: eles têm grande acesso às famílias e também porque se alterou as normas de trabalho no combate à dengue. Era preconizado pela Secretaria de Estado da Saúde de Minas que o agente de endemias em relação a prédios vistoriasse até o segundo andar, agora mudou; terão que vistoriar todos os apartamentos em todos os andares, ou seja, um vistoria em 100% dos imóveis e o prazo que era de dois meses para completar um ciclo de vistorias, agora diminuiu para um mês”, disse Oswaldo Rattis.

“Sobre o trabalho em conjunto com os agentes comunitários de saúde (ACS), é uma norma técnica determinada pelo Ministério da Saúde, que altera a função dos ACS para trabalhar em conjunto com os agentes de combate a endemias (ACE) em residências e terrenos baldios. Além de fazer remoção de focos propícios a proliferação do Aedes aegypti”, explica o coordenador de Zoonoses. “Esta norma técnica do Ministério da Saúde se fez necessária pois há um grande risco que no final de março e início de abril tenhamos uma epidemia em todo país de Zika vírus”, alertou.