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01/03/2014 10h00

Saúde implanta vacina contra HPV para meninas

 A Secretaria de Saúde da Prefeitura de Passos, através do Núcleo de Epidemiologia, está implantando no calendário de vacinação municipal a vacina contra o papiloma vírus humano, o HPV. Poderão ser vacinadas no município 1.592 meninas de 11 a 13 anos, 11 meses e 29 dias, conforme números levantados pela epidemiologia. A vacinação está prevista para começar neste mês de março, com a segunda dose em setembro deste ano e a terceira em 2019. A imunização será feita nas escolas a partir de 10 de março.
    O HPV é o nome de um grupo de vírus que pode provocar a formação de verrugas na pele, nas regiões dos lábios, ânus, genitais e na uretra. São lesões que podem se tornar graves, de alto risco, por causar tumores malignos, como o câncer do colo do útero e do pênis.

    A vacinação no público feminino adolescente foi introduzida pelo Ministério da Saúde, por meio do Sistema Único de Saúde (SUS), para reduzir a doença e a mortalidade por câncer do colo uterino, responsável por 4.800 mortes anuais, em média, no Brasil.
    Segundo as responsáveis pelo setor de epidemiologia e imunização da Secretaria de Saúde de Passos, Priscila Soares Corrêa Faria (coordenadora) e Júlia Paula Buzza Maia (referência técnica), as adolescentes que iniciaram o esquema vacinal na rede privada poderão completá-lo na rede municipal, caso queiram. A meta da campanha em Passos é de vacinar pelo menos 80% do público-alvo, que representam 1.274 meninas.
    A vacina HPV é contra-indicada em adolescentes com hipersensibilidade ao princípio ativo ou a qualquer um dos excipientes da vacina; que desenvolveram sintomas indicativos de hipersensibilidade grave após receber uma dose da vacina HPV; gestantes, uma vez que não há estudos conclusivos em mulheres grávidas até o presente momento; se a menina engravidar após o início do esquema vacinal, as doses subsequentes deverão ser adiadas até o período pós-parto; caso a vacina seja administrada inadvertidamente durante a gravidez, nenhuma intervenção adicional é necessária, somente o acompanhamento pré-natal adequado.